Caros Colegas,
Estimados Colaboradores e Parceiros Institucionais,
Neste final de ano, na qualidade de representante da Unidade de Informação Financeira – (UIF), dirijo esta singela mensagem, não pela simples tradição de época, mas porque, perante o ciclo que se fecha, o ano de 2025, impõe-se um olhar para as acções, momentos e desafios vivenciados, por um lado, e, por outro, ter patentes os desafios e metas do novo ciclo, este que se avizinha.
Com satisfação, começo por dirigir uma palavra de especial apreço aos trabalhadores, colaboradores e parceiros institucionais, pois ao longo da jornada percorrida no ano prestes a terminar, foram inúmeros os desafios, para os quais foi crucial a resiliência, o empenho e a dedicação de todos e de cada um.
Num ano particularmente marcado pelo escrutínio internacional, a UIF enfrentou desafios complexos, particularmente, no contexto da gestão do processo de monitorização reforçada a que o país ficou sujeito. Este período exigiu e continua a exigir da UIF uma mobilização extraordinária de recursos humanos, técnicos e financeiros, bem como uma maior coordenação e cooperação com diversas entidades nacionais e internacionais, e uma capacidade reforçada de resposta às exigências decorrentes do acompanhamento internacional.
Para tal, foram promovidas acções de formação, seminários técnicos e workshops especializados, iniciativas que, embora não tenham atingido a escala ideal, face às necessidades identificadas, contribuíram significativamente para elevar competências técnicas e preparar a todos para melhor lidar com os desafios de um ambiente regulatório cada vez mais exigente e complexo.
O esforço colectivo, estrategicamente concentrado, produziu resultados concretos dignos de realce pois, tornaram possível o aprimoramento da qualidade da análise das informações financeiras, o que permitiu aumentar significativamente o tratamento da comunicação de operações suspeitas às autoridades competentes, contribuindo, desta feita, para o aumento das investigações criminais de relevância nacional.
Foi possível intensificar o diálogo e a colaboração com as entidades obrigadas, sector privado e entidades supervisoras, tendo sido realizadas sessões de sensibilização, encontros bilaterais e workshops orientados para sectores específicos, o que contribuiu para elevar a consciencialização sobre os riscos de branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo e melhorar a qualidade das comunicações de operações suspeitas e revelou-se fundamental para criar um ambiente de maior colaboração e compreensão mútua.
O incremento dos laços de cooperação com parceiros internacionais, especialmente, com as Unidades de Informação Financeira congéneres e com organizações internacionais especializadas nas matérias de Prevenção e Combate ao Branqueamento de Capitais, Financiamento do Terrorismo e a Proliferação de Armas de Destruição em Massa (PC-BC/FT/FP), foi fundamental, para estabelecer canais de diálogo robustos, participar activamente em fóruns nacionais, regionais e internacionais e intensificar a partilha de informações e experiências no combate à criminalidade financeira transnacional, e providenciou apoio técnico necessário à implementação das reformas em curso.
Não é despiciendo mencionar os passos iniciais dados no processo de modernização das nossas plataformas tecnológicas e o investimento ao nível da actualização de sistemas de informação essenciais que, longe de estarem concluídos, representam um importante marco para a melhoria do nosso trabalho e o incremento dos seus resultados.
Na verdade, a combinação de investimento tecnológico e capacitação humana já permitiu processar volumes crescentes de dados com maior eficiência, embora reconheçamos que ainda há um longo caminho a percorrer para atingirmos os padrões tecnológicos das instituições congéneres mais avançadas.
Devo salientar, no entanto, que não obstante o alcance dos resultados referidos, conseguidos num contexto de limitações de vária ordem, a UIF ainda tem pela frente desafios que transitam para o novo ano e que continuarão a exigir foco, empenho e dedicação de todos os seus trabalhadores, colaboradores e parceiros.
O ano 2026, em que a UIF celebra 15 (quinze) anos de existência e de serviço à Nação angolana, mantém-se e redobram-se os desafios. Não apenas pela longevidade da instituição, mas pela necessidade de consolidar processos e acções no âmbito das suas atribuições.
Desde logo, considerando o crescimento e sofisticação da criminalidade financeira e as expectativas internacionais sobre o desempenho de Angola, é crucial a aposta num investimento estratégico e sustentado, ao nível da quantidade e qualidade dos recursos humanos, tecnológicos e financeiros, pois só desta forma será possível manter e elevar o ritmo de progressos alcançados e consolidar Angola como referência ao nível regional e internacional.
Os 15 (quinze) anos da UIF são e devem ser motivo de celebração colectiva mas, sobretudo, motivo de reafirmação de uma instituição cujo foco continua a ser a construção de um sistema financeiro mais íntegro, transparente e seguro para Angola.
Reitero, por isso, o meu pessoal e profundo reconhecimento a cada trabalhador da UIF, pelo profissionalismo, dedicação e espírito de missão, alicerces sobre os quais construímos o nosso sucesso. É o vosso trabalho diário, muitas vezes silencioso, mas sempre essencial, que permite a UIF cumprir a sua missão.
Agradeço às entidades supervisoras e supervisionadas, aos parceiros nacionais e internacionais, e a todas as instituições que connosco colaboram. A vossa cooperação, colaboração e confiança são fundamentais para o êxito da nossa missão comum.
À tutela, manifesto o meu profundo apreço pelo apoio institucional e pela confiança depositada na UIF, elementos essenciais para o cumprimento da sua missão e demonstrativos do firme compromisso de Angola com os padrões internacionais.
A todos e a cada um faço votos de Boas Festas e de um Feliz Ano Novo.
Gilberto Moisés Moma Capeça
Director-Geral da UIF