Luanda, 27 de Maio de 2026,
A Unidade de Informação Financeira (UIF), em parceria com a GIZ (Agencia Alemã de Cooperação Internacional)promoveu, nos dias 27 e 28 de Maio de 2026, no Hotel Presidente, em Luanda, o Workshop de Apresentação das Principais Conclusões da Avaliação Sectorial de Risco de Financiamento do Terrorismo no Sector das Organizações Sem Fins Lucrativos (ONGs). referente ao período 2021 - 2025.
A avaliação concluiu que o sector apresenta um nível de risco médio, marcado por vulnerabilidades relevantes ligadas à baixa formalização, insuficiência de mecanismos de rastreabilidade financeira e limitações na supervisão institucional. Apesar destas fragilidades, não foram identificados elementos que sustentem a existência de risco sistémico generalizado, sendo os desafios observados sobretudo de natureza estrutural e operacional.
No seu discurso de abertura, a Directora-Geral da UIF, Dra. Fausta Muzumbi, sublinhou que esta avaliação constitui um marco para Angola, ao alinhar-se metodologicamente com os padrões do GAFI e do Banco Mundial. Destacou que proteger o sector das ONGs não significa restringi-lo, mas sim fortalecê-lo, promovendo maior transparência, capacitação e confiança mútua. A responsável enfatizou ainda a relevância da cooperação com a GIZ, que tem apoiado Angola com profissionalismo e espírito de parceria, reforçando o compromisso internacional do país.
O evento contou igualmente com a intervenção do Director-Geral do ISAC, Dr. Cardoso Domingos José, reiterou que, embora os números indiquem um baixo índice de riscos, a realidade deve servir de alerta para todos os actores. Sublinhou a necessidade de continuar a trabalhar em equipa e realizar avaliações periódicas, de forma a compreender cada contexto e aplicar medidas proporcionais à magnitude dos problemas identificados.
O workshop contou ainda com a participação de representantes do ISAC, da sociedade civil, de parceiros internacionais e de membros da Task Force nacional, que debateram as conclusões e recomendações da avaliação. Entre os pontos destacados estiveram o reforço da supervisão baseada no risco, a capacitação contínua das organizações e a melhoria da governação interna, elementos considerados essenciais para aumentar a resiliência e a credibilidade do sector das ONGs em Angola.